Departamento: Departamento Nacional de Programas
Reporta a: Coordenação Nacional de Autonomia e Integração
Reportes diretos à função: Equipa dos Apartamentos de Autonomização
Local de trabalho: Cascais
Propósito da Função
O/A Diretor/a Técnico/a assume a coordenação, supervisão e garantia da qualidade da resposta social Apartamentos de Autonomização. Assegura o seu funcionamento em conformidade com os requisitos legais, regulamentares e institucionais aplicáveis e promove a implementação consistente do modelo de intervenção definido pela Associação Aldeias de Crianças SOS.
Lidera a equipa, supervisiona os percursos de autonomização dos/as jovens e gere os recursos e as condições dos apartamentos, articulando a resposta com as estruturas internas e as entidades externas relevantes.
Responsabilidades e Tarefas
Cooperação com a Organização Aldeias SOS
• Atuar de acordo com a missão, os valores, os princípios orientadores e a tarefa primária da resposta;
• Aplicar uma abordagem baseada nos direitos das crianças e dos/as jovens, respeitando a sua participação, dignidade e progressiva autonomia;
• Conhecer, cumprir e promover a Política de Salvaguarda Infantil, o Código de Conduta, as regras de confidencialidade e os demais procedimentos institucionais aplicáveis;
• Assegurar o reporte de informação relevante às estruturas de coordenação, nos termos dos circuitos institucionais definidos.
Coordenação da Resposta
• Coordenar o funcionamento global da resposta, articulando as dimensões organizacionais, técnicas e administrativas;
• Garantir a implementação, monitorização e desenvolvimento contínuo do modelo de intervenção, em coerência com a missão, os valores e a tarefa primária da resposta;
• Assegurar o cumprimento dos requisitos legais, regulamentares e institucionais aplicáveis aos Apartamentos de Autonomização;
• Articular com os departamentos, programas e estruturas da Associação relevantes para o funcionamento da resposta.
Liderança e Gestão da Equipa
• Coordenar, orientar e apoiar tecnicamente a equipa, distribuindo responsabilidades e acompanhando a execução do trabalho;
• Promover espaços regulares de reflexão técnica, análise da intervenção e tomada de decisão conjunta;
• Assegurar a integração, acompanhamento, avaliação e desenvolvimento profissional dos elementos da equipa, em articulação com os procedimentos institucionais;
• Identificar necessidades de formação e contribuir para condições de trabalho que favoreçam o bem-estar, a regulação emocional e a sustentabilidade do exercício profissional.
Supervisão da Intervenção
• Assegurar a implementação dos processos-chave previstos no documento institucional Essencial da resposta e nos procedimentos aplicáveis;
• Monitorizar a qualidade da intervenção junto dos/as jovens, garantindo a aplicação dos princípios e mecanismos de salvaguarda da Associação;
• Supervisionar a elaboração, monitorização e avaliação dos instrumentos técnicos previstos para o acompanhamento dos/as jovens;
• Promover a coerência entre avaliação, planeamento, intervenção, registo e produção documental, assegurando a participação dos/as jovens nos termos do modelo de intervenção.
Articulação Institucional e Representação
• Representar a resposta, no âmbito das competências delegadas, junto das entidades parceiras e das entidades competentes do sistema de promoção e proteção;
• Promover a articulação com serviços, recursos e organizações da comunidade relevantes para o percurso dos/as jovens;
• Articular com as entidades responsáveis pelo acompanhamento, financiamento, regulação e supervisão da resposta, assegurando os reportes e a cooperação institucional necessários;
• Representar a resposta junto de entidades públicas, privadas e comunitárias, contribuindo para o desenvolvimento, divulgação e sustentabilidade da intervenção, em alinhamento com as orientações da Associação.
Gestão de Recursos e Condições da Resposta
• Gerir os recursos humanos, materiais e financeiros afetos à resposta, de acordo com as orientações institucionais;
• Identificar necessidades de recursos humanos e participar nos processos de recrutamento, seleção e integração, em articulação com o Departamento de Recursos Humanos;
• Garantir condições de habitabilidade, segurança, conservação e funcionamento dos apartamentos adequadas aos objetivos da resposta, sinalizando e acompanhando necessidades de intervenção;
• Elaborar e acompanhar os instrumentos de planeamento estratégico e operacional, incluindo planos de ação, orçamento e documentos de gestão relevantes;
• Monitorizar a execução orçamental, promover a utilização responsável dos recursos e sinalizar necessidades de ajustamento.
Desenvolvimento Técnico e Garantia da Qualidade
• Garantir a monitorização, avaliação e melhoria contínua da qualidade da resposta, acompanhando indicadores, resultados e ações de melhoria;
• Verificar a conformidade da intervenção e da documentação com os requisitos legais, regulamentares e institucionais aplicáveis;
• Manter atualizados os conhecimentos relevantes para a função e promover a sua partilha com a equipa;
• Contribuir para a reflexão crítica e o aperfeiçoamento do modelo de intervenção, dos processos-chave e dos instrumentos técnicos utilizados.
Requisitos
Formação e Experiência
• Licenciatura em área das Ciências Sociais e Humanas relevante para a resposta, preferencialmente Psicologia, Serviço Social, Educação Social ou área afim;
• Experiência profissional em intervenção com jovens e em processos de promoção da autonomia, preferencialmente no sistema de promoção e proteção;
• Experiência de coordenação técnica e gestão de equipas multidisciplinares;
• Conhecimento do enquadramento legal e regulamentar aplicável à resposta, das políticas de salvaguarda e dos processos de acompanhamento de jovens;
• Domínio de ferramentas informáticas na ótica do utilizador;
• Carta de condução, quando necessária às deslocações inerentes à função.
Perfil
• Compromisso com os direitos, a participação e a autonomia dos/as jovens;
• Liderança técnica, discernimento ético e capacidade de decisão;
• Capacidade de articulação institucional e de mobilização da equipa;
• Orientação para a qualidade, a melhoria contínua e a utilização responsável de recursos.
Competências
Comportamentais
• Liderança e desenvolvimento de equipas;
• Comunicação, cooperação e gestão de relações institucionais;
• Planeamento, organização e definição de prioridades;
• Pensamento crítico, resolução de problemas e tomada de decisão;
• Capacidade de escuta, regulação emocional e gestão de situações complexas.
Técnicas
• Coordenação de respostas sociais e supervisão técnica da intervenção;
• Planeamento, acompanhamento e avaliação de percursos de autonomização;
• Aplicação dos princípios de salvaguarda infantil e gestão de situações de risco;
• Gestão de recursos, orçamento, indicadores e reporte institucional;
• Conhecimento do sistema de promoção e proteção e articulação com redes de apoio comunitário.