Técnico Gestor de Caso EAS Lisboa - Serviço Social

  • A termo certo
  • Tempo integral
  • Lisboa, Lisboa, Portugal
  • EAS Lisboa

Propósito da Função

O/A Gestor/a de Caso da Equipa de Autonomia Supervisionada assegura o acompanhamento integrado e individualizado dos jovens, desde a admissão até à saída da resposta, promovendo o seu bem-estar, desenvolvimento e progressiva autonomização.

A função avalia necessidades e potencialidades, coordena a construção, implementação e monitorização dos Planos Individuais de Intervenção para a Autonomização (PII), articula recursos internos e externos e apoia os jovens na preparação da transição para a vida autónoma, em alinhamento com a missão, os valores, a legislação aplicável e os princípios de salvaguarda infantil.

Responsabilidades e Tarefas

Cooperação com a Organização Aldeias SOS

· Identificar-se com os valores, missão e visão da Organização, respeitando os seus princípios institucionais;

· Cumprir o Código de Conduta, as políticas, normas e procedimentos internos aplicáveis;

· Articular com as diferentes áreas da Organização, garantindo uma atuação alinhada e colaborativa;

· Assegurar os reportes requeridos e prestar a colaboração solicitada a nível nacional ou internacional.

Salvaguarda Infantil

· Conhecer, cumprir e promover a Política de Salvaguarda Infantil e os procedimentos de proteção em vigor;

· Adotar uma conduta que salvaguarde a segurança, dignidade, privacidade, direitos e superior interesse das crianças e jovens;

· Manter limites profissionais adequados e relações baseadas no respeito, confiança, não discriminação e participação do jovem;

· Utilizar dados, imagens, histórias e testemunhos apenas quando autorizados e estritamente necessários, respeitando consentimentos e confidencialidade;

· Reportar imediatamente suspeitas ou situações de risco, abuso, exploração, violência ou mau trato pelos canais definidos, sem averiguações autónomas;

· Participar nas formações obrigatórias de salvaguarda infantil.

Avaliação, Planeamento e Gestão do Caso

· Acompanhar cada jovem desde a admissão até à saída, assegurando uma visão integrada do seu percurso;

· Avaliar necessidades, potencialidades, fatores de risco e recursos, em articulação com o jovem e a equipa;

· Planear, implementar, monitorizar e avaliar o Plano Individual de Intervenção para a Autonomização (PII), assegurando a participação ativa do jovem;

· Definir metas progressivas para a transição para a vida autónoma e ajustar a intervenção sempre que necessário;

· Manter registos rigorosos, atualizados e confidenciais nos instrumentos e sistemas definidos.

Acompanhamento Individual e Autonomia

· Realizar acompanhamento individual nas dimensões da saúde, educação, formação, empregabilidade, relações sociais, desenvolvimento emocional, gestão doméstica e financeira e identidade;

· Promover competências pessoais, sociais e práticas necessárias à vida autónoma, respeitando o ritmo e as escolhas do jovem;

· Apoiar a tomada de decisões, a gestão de dificuldades e a mobilização de recursos pessoais e comunitários;

· Promover autodeterminação, participação e responsabilidade;

· Identificar sinais de risco ou necessidade de apoio acrescido e comunicá-los à equipa.

Articulação com Equipa e Comunidade

· Articular com a equipa da resposta, assegurando coerência entre o PII e as intervenções realizadas;

· Promover a integração comunitária, mobilizando recursos de saúde, educação, emprego, habitação, documentação, justiça, lazer e participação cívica;

· Estabelecer articulação com entidades públicas, privadas e sociais, respeitando consentimento e regras de partilha de informação;

· Participar em reuniões de equipa, reuniões de rede e outros momentos de articulação;

· Apoiar a preparação da saída e a continuidade do acompanhamento.

Relatórios e Monitorização

· Elaborar registos, relatórios e documentos técnicos sobre a execução e evolução do PII;

· Facultar, nos termos definidos, a informação necessária às entidades competentes;

· Monitorizar objetivos, indicadores, progressos, dificuldades e riscos;

· Cumprir prazos, procedimentos e requisitos de reporte;

· Contribuir para a avaliação da resposta e melhoria das práticas.

Jovens

· Apoiar a integração inicial de jovens;

· Apoiar diligências nas áreas da saúde, educação, regularização documental;

· Contribuir para a avaliação e encaminhamento para a resposta social mais adequada;

· Respeitar especificidades culturais, linguísticas e individuais, promovendo uma intervenção não discriminatória.

Conformidade e Ética

· Cumprir regras de proteção de dados, confidencialidade e consentimento informado;

· Atuar de acordo com a legislação de promoção e proteção de crianças e jovens em risco e o enquadramento da autonomização;

· Reconhecer os limites da intervenção e solicitar orientação quando necessário;

· Sinalizar riscos e constrangimentos à Direção Técnica e à equipa.

Desenvolvimento Pessoal e Profissional

· Assumir responsabilidade pelo seu desenvolvimento profissional e participar em formação relevante;

· Refletir sobre a prática, solicitar supervisão e feedback e partilhar aprendizagens com a equipa;

· Comunicar necessidades e utilizar os apoios disponibilizados;

· Contribuir, pelo exemplo, para um ambiente saudável, respeitador, inclusivo e colaborativo.

Requisitos

Formação e Experiência

· Licenciatura em Serviço Social;

· Experiência em integração social e comunitária e/ou intervenção com crianças, jovens ou famílias vulneráveis;

· Conhecimentos de desenvolvimento humano, desenvolvimento juvenil e transição para a vida autónoma;

· Conhecimentos da Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo;

· Competências de elaboração de relatórios e articulação com diferentes interlocutores;

· Disponibilidade para deslocações regulares no Porto e flexibilidade em função das necessidades dos jovens;

· Carta de condução e conhecimentos de inglês (preferenciais).

Competências

Comportamentais

· Responsabilidade, organização e fiabilidade;

· Capacidade para estabelecer relações de confiança e comunicação eficaz;

· Sensibilidade aos desafios da autonomização e transição para a vida adulta;

· Análise crítica, planeamento, tomada de decisão e resolução de problemas;

· Flexibilidade, resiliência e adaptação;

· Trabalho em equipa e articulação em rede;

· Compromisso com a participação, não discriminação e melhoria contínua;

· Identificação com a missão e valores da Organização.

Técnicas

· Metodologias de intervenção individual, gestão de caso e planos de intervenção;

· Promoção e proteção de crianças e jovens e recursos comunitários;

· Elaboração de relatórios e organização de processos individuais;

· Microsoft Office e sistemas de informação;

· Proteção de dados, confidencialidade, consentimento e salvaguarda infantil.